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11/08/2017 - Papa ordena que instituto religioso belga deixe de oferecer eutanásia a doentes mentais sob pena de

O Papa Francisco ordenou que o Instituto Religioso “Irmãos da Caridade” na Bélgica pare de oferecer a eutanásia nos hospitais psiquiátricos por eles geridos. A ordem foi transmitida pela Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica ao Superior Geral do Instituto, Frei René Stockman, e o prazo é até esse mês de agosto. Caso a ordem não seja seguida, poderão seguir rígidas medidas canônicas, até a excomunhão.

O instituto religioso masculino de direito pontifício foi fundado por um sacerdote belga e aprovado em 1899. Em maio passado, o instituto havia anunciado que permitiria aos médicos praticar a eutanásia em seus 15 hospitais psiquiátricos na Bélgica.

Junto à Holanda, a Bélgica é o único país onde os médicos são legalmente autorizados a fazer a eutanásia em pessoas com problemas de saúde mental. Um dos critérios para a prática é o estado de “sofrimento insuportável” do paciente, além de ser necessário ao menos o parecer de três médicos, entre os quais um psiquiatra.

O superior da Congregação Católica na Bélgica, Raf De Rycke, em comunicado, havia dito que a eutanásia seria feita somente na falta de um “tratamento alternativo razoável” e que todo pedido seria examinado com a “máxima cautela”.

O superior-geral da Congregação, Irmão Rene Stockman, manifestou-se sobre o caso na época, dizendo que isso é inaceitável. Ele denunciou a forte pressão sofrida pela Ordem no que diz respeito à eutanásia e afirmou que “a secularização está arruinando a congregação na Bélgica”.

Nos meses passados, Irmão Stockman solicitou uma tomada de decisão clara por parte dos bispos belgas e a Santa Sé abriu uma investigação sobre o caso. Agora, a ordem para cessar a prática nos hospitais psiquiátricos geridos pelos “Irmãos da Caridade” chega diretamente do Papa Francisco, por meio do órgão vaticano para a vida consagrada.

 

Os religiosos que fazem parte do conselho do Grupo Irmãos da Caridade deverão assinar uma carta, a ser enviada ao superior geral, declarando que “apoiam plenamente a visão do magistério da Igreja Católica, que sempre confirmou que a vida humana deve ser respeitada e protegida em termos absolutos, desde o momento da concepção até ao seu fim natural”.

A maior parte dos pacientes que pedem a eutanásia na Bélgica são doentes de câncer ou têm uma grave doença degenerativa, enquanto o número de pessoas com distúrbios psiquiátricos que a pede representa somente 3% dos cerca de 4000 mortos por eutanásia todos os anos. No país, esta prática registrou um forte aumento nos últimos dez anos.

Por: Canção Nova

 
 
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